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Colheita do milho atinge 50% e da soja 6% das áreas no RS

No caso do arroz cerca de 20% já foi colhido, com avanço de 9 pontos percentuais nesta semana.

A colheita do milho no Rio Grande do Sul atingiu nesta semana 50% da área cultivada, segundo levantamento divulgado nesta quinta-feira pela Emater/RS-Ascar, serviço de assistência técnica e extensão rural do governo gaúcho.

Os trabalhos estão avançados em relação aos 10% observados na mesma época do ano passado e aos 40% da média para o período nos últimos cinco anos.

Segundo os técnicos, a produtividade do cereal nas lavouras colhidas superam as expectativas iniciais (com máximas de 9 mil sacas no sequeiro e de 15 mil sacas no irrigado),” além da boa qualidade dos grãos, bem desenvolvidos sem presença de grãos avariados”.

Os técnicos constataram que diversos produtores estão investindo na construção de silos secadores de alvenaria para armazenagem do milho em grão na propriedade, a fim de obter um produto de melhor qualidade e maior preço.

As lavouras do milho chamado “safrinha” já foram todas implantadas desde janeiro, apresentando bom stand de população de plantas e no momento apresentam um bom desenvolvimento vegetativo, devido às condições climáticas favoráveis.

Os preços recuaram mais 3,17% nesta semana para R$ 25,95/saca. A queda no mês foi de 9,6% e no ano de 34,9%. O preço está 20,6% abaixo da média dos últimos cinco anos para o mês de fevereiro.

Soja

A colheita da soja teve um leve avanço de e pontos para 6% da área colhida. Os técnicos relatam que as lavouras semeadas no período recomendado “continuam, na grande maioria, apresentando excelente porte e aspecto geral, com um dossel bem formado, altura superior a 1,30 m e com boa carga de vagens em formação e enchimento do grão”.

Segundo os técnicos, as lavouras precoces tendem a ser colhidas com mais intensidade em meados de março. “Como o clima continua com chuvas regulares e dias ensolarados, as lavouras se apresentam com perspectiva de uma das melhores safras dos últimos anos, seja por que os produtores não pouparam nos insumos e tecnologias, seja por que não houve necessidade de replante”, dizem eles.

Outro aspecto citado por eles é a boa eficiência dos defensivos agrícolas, em função do clima, o que favoreceu o controle de ervas daninhas, de pragas e da ferrugem asiática. Neste ano a maioria dos produtores está realizando no máximo três aplicações de fungicida, bem menos que ano passado, quando se chegou, em média, a seis aplicações.

Eles contam que no momento há relatos de ocorrências de percevejo, exigindo aplicação de inseticida específico, que na maioria dos casos é aplicado junto com o fungicida, o qual vem sendo aplicado preventivamente para controle da ferrugem, a fim de garantir o bom potencial produtivo.

Nas lavouras de soja “safrinha” implantada em final de janeiro e início de fevereiro, a germinação foi boa e o desenvolvimento vegetativo está muito bom, mas estão encontrando dificuldade de controlar o milho “guaxo” nas lavouras com resteva de milho safra. Os produtores têm expectativa de colher em torno de 2.200 a 2.400 quilos de soja por hectare nas lavouras de soja safrinha.

O preço médio da soja ao produtor recuou 0,97% nesta semana para R$ 64,17/saca. As quedas foram de 3,5% no mês e de 19,1% no ano. O valor está 12,7% abaixo da média histórica dos últimos cinco anos.

Arroz

Os relatos recebidos pelos técnicos da Emater/RS mostram que as lavouras de arroz vem evoluindo de forma satisfatória, sem maiores problemas. “Apenas casos pontuais de excesso de umidade devido às recentes chuvas têm impedido uma colheita mais célere, que nesta semana atinge 20% do total da área semeada nesta safra”, dizem os técnicos.

Segundo eles os trabalhos têm evoluído de forma mais rápida na Fronteira Oeste e Campanha, por causa das boas condições climáticas (calor e insolação). A ocorrência de dias mais secos e com alta insolação também ameniza o aparecimento de doenças fúngicas, como brusone e mancha parda, fazendo com que os produtores poupem aplicações desnecessárias, economizando custos.

Já no Centro e em parte do Noroeste, as chuvas frequentes tornam a colheita mais lenta. Nessas regiões as chuvas vieram acompanhadas por temperaturas mais baixas, o que trouxe preocupação para os produtores que ainda têm lavouras em fase de floração. Nas lavouras já colhidas, as produtividades obtidas têm ficado dentro do esperado, oscilando entre 7,5 mil e 8 mil quilos por hectare.

Os preços recebidos pelos produtores gaúchos caíram 0,62% nesta semana para R$ 47,74 a saca de 50 quilos. O preço recuou 1,6% no mês e ficou 5,5% acima do valor registrado no mesmo período do ano passado. A cotação supera em 15,2% a média de fevereiro nos últimos cinco anos.

Fonte: www.revistagloborural.globo.com