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Milho deve dar sustentação ao trigo na próxima safra

Com uma safra cerca de 11 milhões de toneladas menor do que a do ano anterior, o milho não cobrirá as necessidades de exportação e do mercado interno no Brasil na próxima temporada. Na avaliação do analista sênior da Consultoria Trigo & Farinhas, Luiz Carlos Pacheco, esse cenário deve dar sustentação aos preços do trigo na próxima safra.

“As fábricas de ração já perceberam isto, tanto que já estão colocando preço no trigo, porque sabem que os preços do milho deverão voltar a se elevar a partir de novembro. Mas, a situação real é a seguinte: que haverá pouco milho no Brasil é um fato. Mas também é fato que haverá muito milho sobrando no mundo. O resultado é que poderá haver milho importado no Brasil a custo razoavelmente barato, impedindo altas excessivas nos preços internos”, aponta. Segundo Pacheco, um dos fatos mais graves é que a exportação ficará muito reduzida, diminuindo a alternativa dos vendedores brasileiros, que, assim, ficarão sem uma importante opção de venda e praticamente nas mãos dos compradores nacionais, que poderão impor seus preços baixos. “Estes movimentos os preços do milho serão decisivos para a determinação dos preços do trigo no Brasil a partir de novembro até julho próximo, como o foram entre abril e maio deste ano. A briga será entre o milho nacional e o milho argentino. O milho nacional é o melhor amigo do trigo brasileiro e o milho argentino é o seu pior inimigo, em termos de preço final. Assim, os compradores das fábricas de ração ficarão jogando com trigo (Brasileiro + Argentino + Uruguaio) e com milho (Americano + Argentino + Paraguaio)”, conclui.

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Autor: Leonardo Gottems
Fonte: www.safracheia.com.br